quinta-feira, 15 de dezembro de 2016



Momento de (des)obstruir as casas de ardência: histórias de um submarino

As montanhas uniram-se e vieram todas morar para dentro de mim e como é óbvio levaram as suas tempestades mais fulgurosas para operarem no meu interior, passei a ouvir apenas trovões que imitam a rocha a desfazer-se, a desfazer-se até ficar completamente nua e o meu sentir passou a ser apenas um comboio sem rédeas faiscando tudo o que via, eram os raios a fazer das suas. Chovia muito mas não era água, era uma estranha eletricidade muito provocadora pois sabia o que fazer e onde fazer e fazia de propósito para ter existência e reconhecimento. Ai credo, há demasiados movimentos trespassando-me, ora sorrio ora rio ora gargalho, é um balanço permanente que rasga cada pedaço da minha pele e a põe em chamas os meus poros, tal é a aventura que pareço estar num bungee jumping daqueles que têm muitos quilómetros de corda e demasiados parafusos, é um voo que quer preencher o coração dando-lhe mais vida íntima e fá-lo viajar numa montanha-russa de caminhos sem fim à vista mas cuja meta é o Amor.

Pergunta da autora do Escrito: expliquei-me bem?

Resposta da Felícia, uma leitora atenta: muito bem. Não te esqueças que precisas de desobstruir as narinas cheias de ranho multicolorido que apenas tem uma constipação fajuta que brinca com os pulmões ingénuos, pulmões que só: "girls just want to have fun". Estou aqui a congeminar: que tal some fun Felícia?!

Resposta da Felícia, a leitora que passou a personagem: tenho uma música para ti que diz tudo "no ordinary love", também podes dizer que é um sentimento estranho, seja como for é Amor Verdadeiro!

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