quinta-feira, 15 de dezembro de 2016



Vicks vaporub pomada

Reparei agora que o Vicks vaporub pomada vem numa embalagem quase toda verde, é incrível existir tanto verde à minha volta, mais um pouco saberei o nome de todas as árvores portuguesas (mentirosa, não distingo um pinheiro dum carvalho), dizem que verde é a cor da Esperança, eu digo que é o nome do meu Amor Verdadeiro que cresce desordeiro e livre. Há quem use o Vicks esfregando-o no peito para acalmar eu é constipações e gripes (duas coisas que aposto que sofrerei este inverno, e quem sabe mais do que uma vez) eu encharco os meus pés com ele pois tenho um problema que não sei qual (a médica mandou-me fazer exames mas cada um custa um batalhão de euros) é e quem me gela os pés ao ponto de me dar frio. O Vicks é pior do que a maior fogueira existente, ele surge para massacrar o frio, incha-o até rebentar, expulsa-o à vassourada e nem um micróbio de frio resta. Mas estou a esquecer-me do outro protagonista: meias muito grossas, umas por cima das outras, são mantas de pés muito guerreiras que batalham lado a lado com o Vicks. Não vejo as batalhas, mas oiço-as pois são de uma tal intensidade que tudo à volta para para saber de onde vem aquele barulho quase ensurdecedor que apenas se trata do grito do herói em pleno. Depois das mil batalhas, dos canhões serem esvaziados e os feridos serem encaminhados para o hospital eu sorrio: já não tenho frio, já passou o pior. Penso: mas há mais pior, sim mas há Esperança.

P.s.: a verdade é que eu sei o que é um pinheiro, já estive debaixo de muitos, a minha infância toda. Os carvalhos? Os carvalhos é outra história, sei que existem muitos mas não me vem à cabeça  um único traço desse arvoredo. Ele que me desculpe, não quis ofendê-lo, irei informar-me.

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