sábado, 26 de março de 2011

Sofia: estamos todos bem dispostos?

Sara: ao pé de ti, claro!

Bianca: eu acho muita piada, essa bajulação toda

Celina: olha quem fala Bianca, tu que adoras isso

Bianca: tá caladinha que ainda te dou cabo das raízes

Bruno: oh amor tem lá calma

Beatriz: eu acho que vocês não têm muita calma com a Bruna, de facto

Bruna: é isso irmãzinha!

Bárbara: mas que discussão mais estúpida

Sandrina: mas aqui só há disso

Camilo: vê-se mesmo que não há mais nada para fazer…

Safira: não serves para nada Bernardo

Bernardo: ora vai-te foder, eu tenho os meus feitos

Jaime: mas há muito Amor

Lisa: sim, tu a babares-te pela Sara

Núbia: ora Lisa, tens muito que falar, de facto, é cada um pior que o outro…

Paulo: mas a Lisa e eu fazemos cá um par, mesmo filosoficamente falando

Dália: mas sim, estamos bem dispostos!

Vicente: Syfia estás em grande, não é?

Syfia: lá tá: tudo o que eu toco respira a minha vida! Nada melhor

Adriana: olha lá ò Syfia és um bocado para o convencida, julgas o quê, que estás nisto sozinha?

Nuno: nunca estarás em segundo lugar Adriana

Alexandre: uau, temos declaração?!

Celeste: estão a falar muito alto e acordaram-me

Oriana: nunca deixam a miúda em paz

Siilvya: tu precisas é da minha protecção contra esta gentinha toda que enlouquece qualquer cabeça

Albertino: tens de pedir autorização ao Dário ou pensas que é assim, isto já não tem regras

Dário: realmente, a Matilha está fora do controlo, eu não sei como pôr ordem nesta barafunda!!!
Ia uma cigarra às compras e encontrou um camaleão. Disse esta para ele: “muda lá essa cor de pavão” e riu-se às gargalhadas. Ele ficou lixado e disse: “cala-ta lá tu com essa voz de cantora de ópera desafinada” e mando-a para o caralho. Vai daí ela toda fodida mandou vir as compadres cigarras e deram-lhe uma coça, até ele ficar sem cor, foi um pavor. Vai daí ele convoca os seus compadres, compram umas boas rolhas e metem-nas pelas gargantas abaixo das cigarras, nem um pio mais se ouviu. Agora cada vez que uma cigarra passa por um camaleão, ela baixa a voz e ele baixa as cores.
Rapaz, andei a informar-me e tenho muita pena que eu só seja uma boa fantasia sexual tua. Já tínhamos falado sobre isto várias vezes mas agora tenho informações privilegiadas e tenho mesmo a certeza. Fiquei com lágrimas nos olhos, juro que sim. Podíamos ser tanto juntos. O Vontade das Fogueiras chama-se assim por tua causa: vontade, v e n, vinte e nove ou vamos namorar? (esta foi o Luís que inventou). Hoje lá fui entregar aos correios os meus livros, foi um momento muito emocionante! Estava tão nervosa, queria que estivesse tudo certinho, era o Norberto no seu esplendor. Quando lá cheguei lá estava ele, o tipo que se parece contigo. Não parava de olhar para ele, até que o nosso olhar se cruzou, ia tendo um ataque cardíaco! Eu estava a ser atendida por uma senhora que, de repente, desapareceu para ir fazer não sei o quê e às tantas o tal tipo vem pôr-se mesmo à minha frente à procura de uma coisa qualquer e ainda demorou um bom tempo a achá-la, de propósito? Eu só me babava! Depois, fiz uma coisa mesmo à Sara, pus o nome do Destinatário no Remetente em dois envelopes até perceber o erro. Mas a senhora dos correios remediou logo a situação. Vou ter um jantar com um amigo meu e com uma amiga minha, esse meu amigo vai levar um outro amigo que eu não conheço que também escreve e quem sabe? Eh, eh, eh! Estás com ciúmes?! Tirei o maior número de informações possível sobre ele e a coisa agradou-me. Estás com ciúmes?! Escreve ficção científica, será que tem sensibilidade poética? São mundos muito diferentes. Mas estas conjecturas são uma treta, segundo informações privilegiadas não haverá gajos na minha vida, por isso é melhor que eu me habitue a essa ideia. Mas ao menos podia ter um bocado de sexo, foda-se!!! Bem, tu deves estar na mesma situação. Bem feita!!! Ai rapaz, gosto tanto de ti, nem fazes ideia! Tu aí parvinho a masturbares-te e eu a pôr paninhos quentes sobre os meus pensamentos românticos! Tu aí idiota agarrado à pila e eu que não me calo, sempre a falar sobre ti a toda a gente, já ninguém me suporta! Tu aí imbecil todo esporrado e eu a gastar o teclado do meu computador a as minhas palavras a escrever poesias para ti! Foste sair? Está um tempo ameno, está bom para sair. Deves gostar de ir ao Bairro Alto, eu também, mas não percebo nada daquilo. Era um bom sítio para nos reencontrarmos. Mas aposto que não vai ser aí, é demasiado óbvio. Mas nunca se sabe. Espero que os teus amigos gostem de mim. Aviso-te já que sou muito tímida, a dar para o caladinha. Bem, ao pé de ti será diferente claro. Tenho outra coisa para te dizer: eu gostar de ti não foi uma coisa que partiu de mim, tu foste-me imposto! Não passou tudo de uma grandessíssima armadilha da Bruna, depois explico quem ela é. Isto foi tudo pensado, está a ser tudo pensado, até ao mais ínfimo pormenor. Portanto, se estou com a cabeça toda fodida por tua causa é de propósito. De qualquer forma, preciso da tua Poesia! E a noite está boa rapaz? Está muita gente na rua? O que é que estás a beber? Estás a mirar as gajas? Foda-se, o que é que se passa na tua vida agora?! Estás a falar sobre o quê? Sobre mim? Eh, eh, eh! Às tuas amigas gajas? Eh, eh, eh! Ou se calhar foste à casa de banho bater uma. Eh, eh, eh! Sou mesmo assim tão boa? Eh, eh, eh! Por acaso quando fantasio contigo gosto de me lembrar de teu piiiiii bem feitinho bem enfiado na minha boca. Foi um bom momento, sem duvida alguma. O teu piiiiii está aprovado. Ui, e dentro de mim, que maravilha!!! Aprovadíssimo!!! Não queres fazer uso dele agora comigo?! Num segundo estavas com uma ganda tesão! (a Lisa sabe do que fala). Essa enorme tesão, eu engulo-a toda, chupo e chupo à guloseima o teu piiiiii. Cada vez mais fundo na minha garganta, cada vez gemes mais. Como-te o piiiiii com tal prazer que tu só latejas. Já não aguentas, já não aguentas e rebentas com o esperma à minha berma. Estás ai na noite mas bem que preferias que eu te estivesse a fazer isto. Fodia-te todo rapaz, fodia-te à grande!!! Metia-me em cima de ti e quase não te mexias! Agrada-te? Faz-te lembrar alguma coisa? Eh, eh, eh! Estou sempre a ver-te em todo o lugar, ou são as pessoas ou são os sinais: os malditos números! Bem, por hoje já chega. Aqui vai um poema dedicado ao dia de hoje, pelo menos por ter acabado aqueles dois livros, porque acho muito difícil ganhar, vai assinado com a minha faceta “Eu Sou a Poesia”:

A este lugar chega sempre a poesia
Qual viagem contínua
Que sabe dizer os mapas
Com que deves conduzir os teus olhos
Neste dia flamejante
Ela reina com o peito aberto
E o seu beijo acende fogueiras
Ela canta sempre em mil sonhos
Acordando toda a gente

Syfia