sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Rapaz, não sei o que te dizer, já te disse tanto. Tive um dia de merda, ajudava se estivesses comigo. Tem estado a chover e sinto-me adoentada. Fode-me imaginar que estás com outra pessoa. Se calhar ela está a sentir-se adoentada e tu dás-lhe as aspirinas e o xarope à boca. E a seguir ainda lhe beijas a boca, remédio que nunca falha. Ando a pensar acerca de milhões de coisas e gostava de saber a tua opinião mas fico no escuro porque não oiço um único som teu. Mas se calhar ela conhece todos os teus pensamentos. Esta maldita chuva era mais suportável contigo debaixo do meu chapéu-de-chuva mas o que fazer se tu se calhar já o partilhas com outra pessoa. E o teu braço sobre o meu ombro, hum, mas esse peso se calhar pesa no ombro dela. E ao fim do dia se calhar fazem amor, enquanto fazem promessas de amor eterno e no final adormecem nos braços um do outro. E eu penso em ti sozinha desejando-te cada vez mais. E há os pequenos-almoços, os almoços, os jantares, as saídas em conjunto, se calhar há isso tudo e muito mais. E eu fico a ver os casalinhos nesses sítios todos a pensar porque é que não estás comigo. Depois há os sentimentos: há se calhar o amor que vos une e que vos faz agarrar as mãos na rua. Que ciúmes, não ter esse amor para mim. Olha rapazito já falei demais. Fica lá com a tua miúda, eu fico sem ti. Aproveita a vida. Que alguém que seja feliz.

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