terça-feira, 15 de julho de 2008

Misunderstood

Tudo o que foi dito passa por essa roda dentada onde se destroem as asas que levantam o seu voo diurno. Mal-compreendida. Algo que não posso nunca encontrar, nem percebo a razão do estado destas coisas... Pensava-as empilhadas mas estão sempre esperando o comboio ou um caminho que vai dar sempre ao mesmo lugar: ao teu próprio olhar. E quantas vezes lhe viras a cara? Essa solidão que anda contigo em várias sombras, vai de baldio em baldio. As mãos chegam vazias a casa porque apanhas-te apenas um sinal de aproximação. Onde deixaste os lugares, as vozes das pessoas, parece que ficaram escondidos nalgum sítio emaranhado. Ou talvez estejas perdida em mais um badio...

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