terça-feira, 15 de julho de 2008

GNR: "Ana Lee"

Eu bebi, sem cerimónia o chá
à sombra uma banheira decorada,
num lago de jambu

e dormi, como uma pedra que mata
senti as nossas vidas separadas,
aquario de ostras cru

Ana lee, ana lee
meu lótus azul,
ópio do povo,
jaguar perfumado,
tigre de papel

Ana lee, ana lee
no lótus azul,
nada de novo
poente queimado,
triângulo dourado.

se ela se põe de vestidinha,
parece logo uma princezinha,
num trono de jasmim.

e ao vir-me,
embora em verde tónico,
no pais onde fumam as cigarras,
deixei-a a sonhar por mim.

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