domingo, 26 de setembro de 2010

Vou ter de deixar de fumar devido a problemas financeiros, vê tu bem. Uma grande crise de nervos vem a caminho. E o plano de deixarmos de fumar juntos vai ao ar, era tão romântico, pode ser que eu até lá recomece a fumegar, já sem problemas económicos. Porque isto de fumar nunca nos deixa, a pessoa faz pausas, umas podem é ser permanentes. Mas pode ser que eu leve a sério este meu plano de deixar de fumar e depois te ajude a deixares de fumar, assim era bonito. Já está a ficar tempo de Outono, o que é uma desgraça: odeio frio e chuva. Odeio como me massacram com a sua insensibilidade e como fazem de mim escrava das suas vontades. Menos mal existir o Outono como uma suave passagem para o Inverno. Por exemplo, contigo foi logo a abrir, não houve quase suavidade nenhuma. E do outro lado da rua as bocas das janelas talvez tenham esboçado um sorriso. Foi a minha vez de fazer o jantar, jantar do costume: massa. Espero que tenhas mais jeito do que eu para preparar refeições, e mais imaginação. Eu sou um autêntico desastre na cozinha. E detesto, apesar de adorar comer. Devia tirar um curso de culinária. Se formos os dois uma nulidade podemos tirar os dois um ao mesmo tempo, um casal cheio de ingredientes. Bem, mas a comida não se faz só na cozinha. E aposto que noutras divisões as coisas vão correr muito melhor. Podes perguntar ao sofá. Se bem que na cozinha com a farinha a voar…Estou chateada, acho que gostava de te amar. Se bem que é um sentimento monstruoso. A paixão é uma cobra venenosa, o amor parece um cordeirinho mas na verdade é bem selvagem. As pessoas também perdem a cabeça por ele. Não sei o que te dizer: és um habitué na minha vida, estás aqui em todos os momentos. Só não estás porque realmente não estás, não é? Não posso de todo partilhar a minha vida contigo. Falo para o boneco. Sinto-te e do outro lado não vem nada. Não temos nenhuma relação. Tu não sabes que eu existo. Já me esqueceste. Até vou fumar dois cigarros de seguida tal é o desgosto. Como é que me podes abandonar desta maneira? Como é que pudeste sair porta fora? Desgraçaste-me. Podias enviar-me um sinal. Não sei, num sonho. Aquilo que eu sei é que eu estou mesmo a ficar maluca, acredita em mim. E tu ai quietinho na tua vida, sem fazeres a mínima ideia de que há uma rapariga louca por ti que te persegue todos os dias. Ainda ontem estava a contar a nossa história a um tipo do msn e dizia ele que, ou eu estava a gozar com ele, ou não estava boa da cabeça. Depois convidou-me para sair. Eh, eh, eh. Mas o que é que esta gente toda sabe? Que eu não estou a bater nada bem da cabeça por tua causa tudo bem, mas não me lixem a parte de que nós nos vamos encontrar e vamos fazer um par do caraças. Vais ver que depois concordas com o par do caraças. Vais ver que seremos muito concordantes.

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